Empresários cobram obras e dizem que nova ponte segue inutilizada na fronteira,
Câmara de Ciudad del Este afirma que atrasos passam de 90 minutos, critica colapso da Ponte da Amizade e rejeita qualquer restrição a ônibus turísticos.
A Câmara de Comércio e Serviços de Ciudad del Este divulgou um comunicado duro alertando para o que chama de colapso na infraestrutura da fronteira com Foz do Iguaçu. Segundo a entidade, a tão esperada Ponte da Integração, mesmo já inaugurada, segue praticamente sem uso por falta de obras complementares, e isso mantém todo o tráfego pesado concentrado na Ponte da Amizade.
Na prática, quem cruza a fronteira sente o problema todos os dias. De acordo com os empresários, as filas já passam facilmente de 90 minutos, principalmente por causa do grande número de caminhões. O resultado é prejuízo para o comércio, para o turismo e para quem depende da travessia no dia a dia.
Além dos impactos econômicos, a Câmara também faz um alerta sobre riscos à segurança e à própria estrutura da Ponte da Amizade, que continua operando muito acima do que seria o ideal.
Segundo o setor empresarial, a nova ponte, aguardada há mais de 60 anos, não consegue cumprir seu papel porque faltam obras básicas. Entre os principais problemas estão a ausência da ponte sobre o Rio Monday e a falta de pavimentação na ligação com a rodovia PY02. Sem isso, a Ponte da Integração não consegue receber o fluxo de caminhões.
Com isso, todo o tráfego pesado continua passando pela Ponte da Amizade, agravando o congestionamento e transformando a travessia em um gargalo diário na fronteira.
Propostas para destravar o trânsito
Diante da situação, a Câmara apresentou uma lista de medidas consideradas urgentes para tentar reorganizar o fluxo.
Uma das principais propostas é restringir a circulação de caminhões na Ponte da Amizade apenas no período noturno, entre 17h e 6h30, deixando o dia livre para o turismo e o comércio.
Outra cobrança é que a Ponte da Integração passe a funcionar 24 horas por dia, liberada para todos os tipos de veículos e pessoas.
O setor também pede o fim do uso de pistas como estacionamento improvisado de caminhões no lado paraguaio, além da desobstrução imediata das faixas de tráfego. Segundo a entidade, a situação atual gera desorganização, piora o trânsito e ainda prejudica a imagem da região e do país.
Nada de proibir ônibus de turismo
No mesmo comunicado, a Câmara foi direta ao rejeitar qualquer ideia de proibir a passagem de ônibus de turismo pela Ponte da Amizade. Para os empresários, se isso acontecer, o prejuízo será ainda maior.
A entidade afirma que uma medida desse tipo afetaria diretamente a economia local e a integração com Foz do Iguaçu, além de afastar turistas e reduzir o movimento no comércio.
Para o setor empresarial de Ciudad del Este, enquanto as obras complementares não forem concluídas e mudanças práticas não saírem do papel, a fronteira vai continuar travada, com filas, atrasos e prejuízos diários para toda a região.
Fonte/foto: Assessoria.
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