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Senado paraguaio aprova lei que libera cultivo de tilápia no lago de Itaipu

Novo marco legal abre caminho para produção binacional de até 400 mil toneladas ao ano e geração de 50 mil empregos na região.

Senado paraguaio aprova lei que libera cultivo de tilápia no lago de Itaipu
Senado paraguaio aprova lei que libera cultivo de tilápia no lago de Itaipu (Foto: Reprodução)

O Paraguai deu um passo decisivo para destravar a aquicultura no lago de Itaipu. Nesta quarta-feira 10, o Senado paraguaio aprovou, em sessão extraordinária, a lei que estabelece o regime de licença ambiental para cultivo de espécies não nativas em corpos hídricos do país, incluindo a tilápia no reservatório da usina binacional. O texto segue agora para sanção presidencial.

A nova legislação cria a base jurídica aguardada há anos pelos dois países e permitirá que Brasil e Paraguai avancem de forma coordenada na regulamentação internacional da atividade. Com a outorga de uso das águas em vigor no lado brasileiro, publicada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, o potencial produtivo estimado chega a 400 mil toneladas de peixe por ano, movimentando cerca de R$ 2 bilhões e gerando 50 mil empregos diretos e indiretos.

O tema vem sendo debatido em mesas técnicas binacionais e está alinhado à Nota Técnica apresentada pela Itaipu ao Ministério da Pesca e Aquicultura, em junho, e às entidades paraguaias responsáveis pela gestão ambiental. O documento reúne análises ambientais, jurídicas e socioeconômicas, além de propor cenários que viabilizam o cultivo com segurança, incluindo controle de indicadores ambientais, gestão rigorosa da produção e licenciamento obrigatório.

O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, destaca que a aprovação representa um marco institucional histórico. Ele afirma que a existência de regras claras é fundamental para organizar a atividade, orientar produtores e garantir segurança jurídica às instituições envolvidas. Segundo Verri, a Itaipu seguirá fornecendo informações técnicas e monitoramento contínuo para assegurar o cumprimento das normas ambientais.

A usina e o Ministério da Pesca já trabalham de forma integrada desde 2024, quando firmaram um Acordo de Cooperação Técnica para estruturar ações de pesca e aquicultura sustentável na região. O plano prevê estudos, capacitações e apoio ao ordenamento produtivo para pescadores artesanais e aquicultores familiares.

Para o diretor de Coordenação da Itaipu, Carlos Carboni, a tilapicultura deve se tornar um divisor de águas para o desenvolvimento socioeconômico das comunidades lindeiras. Ele lembra que anos de investimentos em pesquisa, tecnologia e governança aproximam Brasil e Paraguai de atender, de forma responsável, a uma demanda histórica. Carboni afirma que a missão da Itaipu será seguir apoiando produtores, buscando competitividade e excelência em gestão ambiental.


Fonte: Assessoria

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