Morte em Foz do Iguaçu é investigada por suspeita de intoxicação por metanol
Exames devem confirmar se morte foi causada por bebida com metanol. Estado reforça prevenção.
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) está investigando a morte de um homem de 59 anos em Foz do Iguaçu, que pode ter sido causada por intoxicação por metanol — uma substância tóxica usada ilegalmente na fabricação de bebidas alcoólicas.
Segundo a Sesa, o homem deu entrada na UPA de Foz na terça-feira (14) com histórico de ingestão de bebida alcoólica e acabou morrendo ainda no pronto atendimento. Amostras foram coletadas e encaminhadas para exame laboratorial, que vai confirmar se a causa foi realmente o consumo de álcool adulterado.
O Paraná já soma 17 notificações de intoxicação, sendo quatro casos confirmados em Curitiba, 12 descartados e um óbito em investigação — o de Foz. Dois pacientes já receberam alta, enquanto outros dois seguem internados na capital.
O secretário em exercício da Saúde, César Neves, disse que o Estado está em alerta. “Estamos acompanhando de perto todos os casos e intensificando a fiscalização das bebidas suspeitas”, afirmou.
Antídoto já chegou ao Paraná
Para reforçar o atendimento, o Estado recebeu do Ministério da Saúde 84 frascos do medicamento fomepizol, usado como antídoto em casos de intoxicação por metanol. Além disso, foram enviadas 360 ampolas de etanol farmacêutico, também utilizado no tratamento.
A Sesa comprou mais 424 ampolas, que serão entregues nos próximos dias. Quatro pacientes no Paraná já receberam o antídoto.
Sintomas aparecem horas depois
O metanol é incolor e sem cheiro, o que faz com que muitas pessoas não percebam que estão consumindo uma bebida adulterada.
Os sintomas podem surgir entre 6 e 72 horas após o consumo e se confundem com uma ressaca comum: dor de cabeça, náusea, tontura, visão turva e confusão mental.
Nos casos mais graves, podem ocorrer dor abdominal forte, perda de visão, dificuldade para respirar, convulsões e até coma.
Fique de olho antes de beber
A recomendação é comprar bebidas apenas em locais confiáveis, verificar se o lacre está intacto, se o rótulo está legível e se a garrafa tem o selo do IPI e o registro do Ministério da Agricultura.
Desconfie sempre de preços muito baixos — eles podem esconder uma mistura perigosa.
Fonte: Assessoria
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