Obras do novo Porto Seco começam com promessa de transformar a logística
Com investimento de R$ 500 milhões, terminal vai operar 2 mil caminhões por dia e dobrar a capacidade de cargas da fronteira até dezembro de 2026.
Foz do Iguaçu iniciou nesta segunda-feira (4) as obras do novo Porto Seco, que promete transformar a cidade no maior polo logístico alfandegado da América Latina. Com capacidade para movimentar até dois mil caminhões por dia, o novo terminal será quase três vezes maior que o atual e vai ampliar em 30% o volume de cargas que passam pela fronteira.
O empreendimento da empresa Multilog, uma das líderes do setor logístico no Brasil, representa um investimento de R$ 500 milhões e deve gerar ao menos 250 empregos diretos. A nova estrutura será instalada em um terreno de 550 mil metros quadrados na saída da cidade, às margens da BR-277.
A previsão é que o novo Porto Seco entre em operação em dezembro de 2026, sob uma concessão de 35 anos. Segundo o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o projeto reforça a posição estratégica de Foz na integração econômica com o Paraguai e a Argentina. “Esse é um marco para a logística do Paraná e do Brasil. Vai melhorar o escoamento de cargas, garantir mais segurança alfandegária e tirar o trânsito pesado da cidade”, disse.
O novo terminal se soma a outras grandes obras em andamento na região, como a duplicação da Rodovia das Cataratas, a construção da Perimetral Leste e a Ponte da Integração Brasil–Paraguai, além do pacote estadual de concessões rodoviárias.
O prefeito Joaquim Silva e Luna destacou o impacto direto na mobilidade urbana. “Com a nova estrutura fora da área urbana, teremos menos caminhões nas ruas centrais e um ganho enorme na fluidez do trânsito. Isso sem falar no fortalecimento do comércio exterior, que já é um motor da nossa economia”, afirmou.
A licença ambiental para o início das obras foi emitida em julho pelo Instituto Água e Terra (IAT). “Temos trabalhado com agilidade e rigor técnico para garantir que o desenvolvimento econômico aconteça dentro das normas ambientais”, explicou o presidente do IAT, Everton Souza.
A construção será feita em duas etapas. Na primeira, serão aplicados R$ 240 milhões na implantação do pátio de caminhões, galpões de armazenagem e áreas com câmaras frias para produtos sensíveis. O projeto prevê 197 mil metros quadrados de pátio, 7,2 mil metros quadrados de galpão coberto e 600 metros quadrados dedicados às câmaras frias com docas exclusivas.
Todo o complexo será equipado com tecnologias de ponta, incluindo balanças rodoviárias, scanners para inspeção não invasiva, sistemas de vigilância e acessos automatizados. Também haverá áreas de apoio para os motoristas, com banheiros, espaços de descanso e estrutura para permanência segura.
O presidente da Multilog, Djalma Vilela, afirma que o novo terminal é estratégico para o futuro da logística no Mercosul. “Foz do Iguaçu tem localização privilegiada. Esse terminal vai permitir escoar, inclusive, parte da carga paraguaia que hoje sai pelo Porto de Montevidéu. Com Paranaguá 400 quilômetros mais próximo de Assunção, há um enorme potencial a ser aproveitado”, destacou.
Somente em 2024, o atual Porto Seco de Foz movimentou 8,6 milhões de toneladas de cargas, com uma receita de R$ 47,4 bilhões. A nova estrutura vai mais que dobrar essa capacidade, consolidando Foz como um dos maiores corredores comerciais do continente.
Fonte/foto: Assessoria
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